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domingo, 13 de dezembro de 2015

Mundo aprova acordo histórico em defesa do clima



Mais de 190 países concluíram, neste sábado (12/12), pacto histórico para conter o aquecimento global. Após intensa negociação em que o Brasil assumiu papel decisivo, a comunidade internacional aprovou o Acordo de Paris com medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, com isso, limitar o aumento da temperatura da Terra em até 1,5ºC até 2100. Liderada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a delegação brasileira obteve sucesso com a inclusão dos principais pontos defendidos pelo País no texto final do compromisso.

As principais questões ligadas às mudanças do clima foram incluídas no acordo. Além de prever aumento para além de US$ 100 bilhões por ano para financiar ações a partir de 2020, o texto final estabelece o objetivo de manter o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e garantir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC. O documento prevê, ainda, a revisão dos esforços dos países a cada cinco anos, como forma de possibilitar uma maior ambição conforme a circunstância nacional.

As questões resolvidas com o pacto incluem a diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Defendido e negociado à exaustão pelo Brasil, o posicionamento de que nações devem progressivamente ter obrigações mais robustas foi incluído no texto do acordo. “O Brasil está muito satisfeito com o acordo”, reiterou a ministra Izabella. “O texto adota a flexibilidade e progressão na diferenciação, que é baseada justamente na proposta do Brasil. Vamos, sim, para uma nova fase de clima.”

CREDIBILIDADE

O aumento da ambição e o restante dos pontos defendidos pelo Brasil fazem parte, agora, do acordo estabelecido na 21ª Conferência das Partes (COP 21), que ocorreu durante as duas últimas semanas em Paris. A ministra Izabella destacou a liderança brasileira na construção do pacto. “Todos reconhecem que somos um país que sempre se colocou para construir soluções”, avaliou. “A atuação brasileira dá credibilidade política para o país para além do que já temos feito em relação à redução de emissões de gases de efeito estufa.”

O envolvimento mundial com a questão climática também foi destacado por Izabella Teixeira. A ministra ressaltou que foram quatro anos de negociação diplomática até a aprovação do Acordo de Paris. “É um trabalho de todos, um compromisso com o mundo todo a bordo”, declarou. Para ela, todos os setores, além do governo federal, tiveram participação fundamental. “Há um fortalecimento da política externa brasileira e uma mobilização expressiva da sociedade, com a participação de coalizões e iniciativa empresarias que dão nova abrangência para o debate sobre clima no Brasil.

Os líderes mundiais reunidos na COP 21 também comemoraram o sucesso do Acordo de Paris. Presidente da Conferência, o ministro de Negócios Estrangeiros da França, Laurent Fabius, ressaltou o empenho global em resolver questões colocadas por posições individuais dos países signatários da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). “O acordo traz importantes avanços antes vistos como impossíveis de se alcançar”, afirmou.

PONTO A PONTO
Confira os principais pontos do Acordo de Paris:

- Fortalece a implementação da UNFCCC sob os seus princípios

- Busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e empreender esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC.

- Promove o financiamento coletivo de um piso de US$ 100 bilhões por ano para países em desenvolvimento, considerando suas necessidades e prioridades

- Estabelece processo que apresenta as contribuições nacionalmente determinadas (INDCs), com metas individuais de cada país para a redução de emissões de gases de efeito estufa

- Cria um mecanismo de revisão a cada cinco anos dos esforços globais para frear as mudanças do clima

Para conferir a integra do documento, clique AQUI



SAIBA MAIS
Veja os principais termos para entender a COP 21:

UNFCCC – A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) foi criada com o objetivo de estabelecer medidas para frear o aquecimento global decorrente do aumento das emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, 195 países são signatários da UNFCCC.

COP – A Conferência das Partes (COP) é o órgão máximo da UNFCCC. Todos os anos, representantes dos 195 países reúnem-se, na COP, para elaborar propostas de mitigação e adaptação às mudanças do clima e para acompanhar o andamento dos acordos estabelecidos anteriormente. A cada ano, o encontro é realizado em uma cidade diferente. A 21ª edição da COP foi realizada em Paris.

INDC – As Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDC) representam o compromisso dos signatários da UNFCCC com a redução de emissões de gases de efeito estufa em seus próprios territórios. Ao longo de 2015, cada país apresentou a sua INDC com percentuais de corte de carbono e ações para alcançá-los. Considerada uma das mais ambiciosas, a INDC do Brasil contém a meta de reduzir 37% das emissões até 2025 e 43%, até 2030. Ambas as metas são comparadas aos níveis registrados em 2005.


Por: Lucas Tolentino, enviado especial a Paris - Editora: Alethea Muniz
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) - (61) 2028.1165
FONTE: MMA

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Prorrogado prazo de Inscrição para Circuito Tela Verde


Prorrogadas as inscrições para participar da 7° Mostra do Circuito Tela Verde. O novo prazo para envio dos vídeos agora é 07 de dezembro de 2015. Os vídeos devem abordar a temática socioambiental. Os objetivos da Mostra são divulgar atividades de Educação Ambiental, estimular a participação social por meio da produção independente audiovisual e atender a demanda por materiais pedagógicos multimídias. 

Qualquer pessoa pode ser um produtor de vídeo e participar desta chamada pública. Ou seja, podem encaminhar vídeos para a Mostra: pessoa física, sem vínculo com instituições; escolas; redes de meio ambiente e educação ambiental; estruturas educadoras; sociedade civil organizada; comunidades; produtoras e afins. Os vídeos podem ser curtas, vinhetas, animações, produzidos com os mais diversos recursos, desde filmadoras, câmeras de celular, câmeras digital ou qualquer outro material que capture imagem e som.

O Circuito Tela Verde – CTV é uma iniciativa do Departamento de Educação Ambiental -DEA, da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental - SAIC do Ministério do Meio Ambiente - MMA, realizada em parceria com a Secretaria do Audiovisual - SAV do Ministério da Cultura. O CTV promove regularmente a Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente, que reúne vídeos com conteúdo socioambiental para serem exibidos em todo território nacional e em algumas localidades fora do país. Os vídeos são selecionados por uma equipe que os avalia por meio de critérios como: abordagem crítica; diálogo com a Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA; observância de princípios educomunicativos e outros.

Confira o comunicado da PRORROGAÇÂO AQUI

Consulte mais informações e documentação a ser enviada AQUI
Consulte o Regulamento AQUI
Consulte texto orientador AQUI




domingo, 1 de novembro de 2015

MMA Abre Consulta Pública para Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima - PNA

Que a temperatura da terra está subindo, pouca gente tem dúvidas. O desafio para governos, setor privado e cidadãos é definir o que será feito por todos para reduzir os impactos do aquecimento global sobre as atividades econômicas, as populações e os ecossistemas. Há consenso na Organização das Nações Unidas, seguindo as recomendações do Painel Intergovenamental de Mudanças climáticas (IPCC), de impedir que o aumento ultrapasse 2 ºC.

Apesar de parecer pouco, o acréscimo é suficiente para afetar drasticamente atividades cruciais como a oferta de água e de alimentos em escala planetária. Para minimizar os impactos no Brasil, um grupo interministerial coordenado pelos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência Tecnologia e Inovação, com participação de organizações da sociedade civil, elaborou a proposta do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA).Também foram consultados governos estaduais, representantes do setor privado e academia.

O PNA entra em consulta pública pela Internet até dia 20 de novembro. Qualquer cidadão ou instituição podem dar a sua contribuição pelo hotsite (clique aqui).

No jargão técnico, o plano é necessário para que se possa “reduzir a vulnerabilidade e fazer a gestão do risco associado à mudança do clima”. Isso é o mesmo que identificar onde o fenômeno será sentido com maior intensidade e como reduzir seus impactos socioambientais e econômicos, além de aproveitar oportunidades e evitar perdas e danos. Principalmente no que diz respeito a eventos extremos, como enchentes, secas prolongadas e cheias, que representem ameaças às populações e aos sistemas produtivos.

O texto do PNA traz propostas para promover a adaptação em escala nacional e diretrizes para cada um dos 11 temas identificados - Agricultura, Biodiversidade e Ecossistemas, Cidades, Gestão de Risco aos Desastres, Indústria e Mineração, Povos e Populações vulneráveis, Recursos Hídricos, Segurança Alimentar e Nutricional, Infraestrutura (Energia, Transporte e Mobilidade Urbana), Saúde e Zonas Costeiras.

MINUTA DO PLANO

O momento é do cidadão opinar diretamente no aperfeiçoamento do Plano. A minuta do Plano Nacional de Adaptação (PNA) pode ser consultada na página eletrônica do MMA. As contribuições serão recebidas por meio de um formulário online. Após a consulta, uma versão final do texto será consolidada considerando as contribuições recebidas. Mais informações pelo e-mail: consultapublica.pna@mma.gov.br

Para acessar a consulta pública clique AQUI

FONTE: MMA

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

7° Mostra do Circuito Tela verde - Chamada para vídeos


Estão abertas inscrições para participar da 7° Mostra do Circuito Tela Verde. Os vídeos devem abordar a temática socioambiental. Os objetivos da Mostra são divulgar atividades de Educação Ambiental, estimular a participação social por meio da produção independente audiovisual e atender a demanda por materiais pedagógicos multimídias. 

Qualquer pessoa pode ser um produtor de vídeo e participar desta chamada pública. Ou seja, podem encaminhar vídeos para a Mostra: pessoa física, sem vínculo com instituições; escolas; redes de meio ambiente e educação ambiental; estruturas educadoras; sociedade civil organizada; comunidades; produtoras e afins. Os vídeos podem ser curtas, vinhetas, animações, produzidos com os mais diversos recursos, desde filmadoras, câmeras de celular, câmeras digital ou qualquer outro material que capture imagem e som.

O Circuito Tela Verde – CTV é uma iniciativa do Departamento de Educação Ambiental -DEA, da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental - SAIC do Ministério do Meio Ambiente - MMA, realizada em parceria com a Secretaria do Audiovisual - SAV do Ministério da Cultura. O CTV promove regularmente a Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente, que reúne vídeos com conteúdo socioambiental para serem exibidos em todo território nacional e em algumas localidades fora do país. Os vídeos são selecionados por uma equipe que os avalia por meio de critérios como: abordagem crítica; diálogo com a Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA; observância de princípios educomunicativos e outros.

O prazo para inscrição de vídeos na 7ª Mostra Tela Verde vai até 22 de outubro de 2015.

Consulte mais informações e documentação a ser enviada AQUI
Consulte o Regulamento AQUI
Consulte texto orientador AQUI


domingo, 9 de agosto de 2015

Último dia para o Envio de Propostas ao PLANAVEG do MMA

Hoje é o último dia para o envio de propostas para o PLANAVEG - Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente - MMA. O objetivo é fortalecer políticas públicas que incluem incentivos financeiros, ampliação de mercados e as boas práticas silviculturais necessárias para a regeneração de 12,5 milhões de hectares no País, nos próximos 20 anos, principalmente em áreas de proteção permanente e reservas legais, além de terras degradadas com baixa produtividade.

Leia mais sobre o PLANAVEG AQUI

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca

No fim de julho foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Lei nº 13.153/ 2015 que institui a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A nova política irá promover ações de uso dos recursos naturais e iniciativas produtivas sustentáveis nas áreas suscetíveis à desertificação para evitar a degradação da terra. O texto estabelece princípios e objetivos da política e autoriza o Executivo a criar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). A instância será responsável por programar ações e articular as iniciativas de órgãos federais, estaduais e municipais.

Para o diretor de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello, para evitar a desertificação, são necessárias a implantação de boas práticas de convivência sustentável que possibilitem a conservação de solo nas atividades agropecuárias; o uso correto dos recursos florestais; maior eficiência nos sistemas produtivos que promovam a segurança hídrica, alimentar, energética e que conservem as paisagens. "No caso brasileiro, as secas são fenômenos recorrentes, específicos da região semiárida, fazendo-se necessário um conjunto de ações permanentes para seu enfrentamento”, destacou.

Entre as ações previstas para o poder público estão: promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e o fomento às boas práticas sustentáveis adaptadas às condições ecológicas locais, como na ecoagricultura, no manejo silvipastoril, na agropecuária de baixo carbono, na produção sustentável de carvão vegetal e no manejo extrativista de produtos não madeireiros; mapear e diagnosticar as áreas sujeitas à salinização e à alcalinização dos solos; fomentar a recuperação de solos salinizados e alcalinizados; entre outros.

Fonte: MMA






quarta-feira, 22 de julho de 2015

Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa - Planaveg

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), os brasileiros têm até o dia 9 de agosto para encaminhar sugestões para a proposta do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). O objetivo é fortalecer políticas públicas que incluem incentivos financeiros, ampliação de mercados e as boas práticas silviculturais necessárias para a regeneração de 12,5 milhões de hectares no País, nos próximos 20 anos, principalmente em áreas de proteção permanente e reservas legais, além de terras degradadas com baixa produtividade.“É importante que as pessoas participem, pois o plano será aperfeiçoado com o acúmulo de experiências de cada um, incorporando diferentes aprendizados e visões”, esclarece o diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Carlos Alberto Scaramuzza.
O Planaveg baseia-se em oito iniciativas estratégicas: sensibilização da sociedade; aumento da quantidade e qualidade de sementes e mudas; fomento a mercados relativos a produtos e serviços gerados de áreas em recuperação; alinhamento e integração de políticas públicas; desenvolvimento de mecanismos financeiros; expansão de assistência técnica e extensão rural; planejamento e monitoramento espacial; e pesquisa, desenvolvimento e inovação. As sugestões podem ser enviadas até 9 de agosto pelo email planaveg@mma.gov.br

Leia Mais AQUI