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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Emater MG inaugura projeto para recuperação de nascentes no Norte de Minas Gerais


Preservar e recuperar as nascentes e construir bacias para captação de água de chuva no Norte de Minas através do plantio de mudas de árvores nativas. Este é o objetivo do programa ‘Produzindo Água no Semiárido’ para os próximos três anos.

O programa foi lançado oficialmente na sexta-feira (16/10), no município de Japonvar. Foi idealizado pela Emater-MG e desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Japonvar e com o apoio de produtores rurais locais.

Desde 2013, produtores rurais de Japonvar sofrem com a seca do reservatório do Rio Mangair. Os 20 mananciais que abastecem o município secaram e cerca de 80% das lavouras foram perdidas durante este período.

Para tentar reduzir os impactos, a Emater-MG deu início ao ‘Produzindo Água no Semiárido’, que envolve um conjunto de ações para recuperação das nascentes e o enriquecimento do lençol freático.

O projeto está sendo desenvolvido a longo prazo serve também como forma de conscientizar sobre a necessidade de preservar as nascentes para garantir mais água no futuro.

Até hoje já foram construídas 70 barraginhas nos municípios do Norte de Minas. O objetivo inicial, após o lançamento do projeto, segundo o coordenador técnico da Emater-MG, Carlos Alberto Xavier, é construir 500 barraginhas e, quando chegar a este número, os envolvidos no projeto vão realizar um dia especial ambiental para avaliar resultados e o andamento do programa.

De acordo com Xavier, o papel da Emater-MG é operacionalizar a assistência técnica a práticas regenerativas e extensão rural. Neste sentido, são estabelecidas ações educativas, com metodologia especial, que incentivam a mudança de comportamento da população rural em relação ao meio ambiente.

“Nós da Emater-MG protagonizamos diversas reuniões nas comunidades para o envolvimento da população em torno do problema, tendo como expoente maior o secamento do rio nunca antes visto”, explica o coordenador técnico da Emater-MG, com relação às ações em Japonvar.

O trabalho de revitalização ambiental no município teve início em 2003, quando a Agência Nacional de Águas (ANA) financiou elaboração de projetos de sub-bacias hidrográficas.

Em 2008, o Governo Federal, via Codevasf, firmou convênio com o Estado de Minas Gerais, por meio da Emater e Ruralminas, liberando um repasse financeiro para implantar práticas conservacionistas em cerca de 200 municípios ao longo na bacia do rio São Francisco.

Revitalização e conscientização ambiental

Hoje as ações do projeto são conjuntas. “A prefeitura fornece as máquinas utilizadas na recuperação e nos plantios. Os produtores rurais ajudam no custeio, como nos custos com óleo dos tratores e outros gastos. Já a Emater-MG fornece assistência técnica adequada, acompanha as intervenções e é responsável pela mobilização de produtores”, afirma Xavier.

A expectativa é expandir o ‘Produzindo Água no Semiárido’ para todos os municípios da região. Para o projeto ser executados com as prefeituras locais é necessário a criação e tramitação de projetos de lei nas câmaras municipais, o que aconteceu inicialmente em Japonvar.

Ainda segundo Xavier, há um diálogo permanente envolvendo prefeitura, Câmara de Vereadores e o CMDR para escolha de uma sub-bacia a ser revitalizada. “A mais recente escolha foi a cabeceira do Rio Mangai devido à sua importância na região e ao alto grau de degradação já submetido”, explica

FONTE: Agencia Minas Gerais

sábado, 21 de novembro de 2015

Embrapa faz análise do solo na região afetada pelo rompimento de barragens

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais pediu à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a recuperação dos solos agricultáveis da região de Mariana, onde as barragens Fundão e Santarém, de responsabilidade da empresa Samarco – controlada pela Vale e a BHP Billiton no distrito de Bento Rodrigues -, se romperam no último dia 5.

Uma equipe de pesquisadores da Embrapa Solos e Embrapa Agrobiologia chegou hoje (18) ao local para fazer a análise do solo. Segundo o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, José Carlos Polidoro, a equipe permanecerá até o fim da semana para elaborar um diagnóstico do impacto do desastre.

"Nossos cientistas ficarão até a sexta-feira (20). Será feito um diagnóstico do grau do impacto sobre a agropecuária local e, com dados técnicos e socioeconômicos, traçado um plano estratégico de recuperação", comentou.

No dia 12 de novembro, Polidoro se reuniu com o secretário de Agricultura do estado, João Cruz Reis Filho, em Belo Horizonte, para elaborar a estratégia de recuperação. Além da Embrapa, farão parte da força-tarefa a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Epamig) em Minas.
Fonte: EBC