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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Embrapa lança Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), lançou a Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Situada nas instalações da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP), a plataforma vai monitorar a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na agropecuária brasileira e a dinâmica de estoque de carbono no solo, a partir da implantação de tecnologias referendadas.

O lançamento da Plataforma ABC está ligado ao compromisso do Brasil de apoiar a agricultura de baixo carbono. Além disso, mostra o potencial da agricultura para ajudar na mitigação dos gases de efeito estufa. Boa parte desses gases não está diretamente relacionada à produção agropecuária, mas são capazes de impactar todo o planeta.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, participou do lançamento da Plataforma ABC, na última segunda-feira (21). Segundo ele, a plataforma tem um grande papel a desempenhar em relação ao Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), porque atuará na validação de questões ligadas à sua concepção.

"As tecnologias aplicadas na agricultura de baixo carbono envolvem diretamente o conhecimento técnico-científico da Embrapa, pois são, em grande medida, desenvolvidas e testadas pela empresa e depois transformadas em política pública”, destacou o presidente.

De acordo com Lopes, a efetivação do Plano ABC traz uma necessidade crítica no país, uma vez que demanda a geração de grande volume de informação organizada, cientificamente embasada, para mostrar ao mundo que o modelo de agricultura de baixo carbono que o Brasil escolheu é efetivo. Gera resultados expressivos à medida que leva ao acúmulo de carbono no solo e diminui as emissões de carbono e gás de efeito estufa.

Sistemas de produção

As tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistema plantio direto (SPD), recuperação de áreas de pastagens degradadas, tratamento de dejetos animais, florestas plantadas e fixação biológica de nitrogênio (FBN) são capazes de responder como sistemas de produção com viés assertivo de produção agrícola sustentável, causando muito menos impactos no ambiente.

Para o diretor executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Ladislau Martin Neto, essas tecnologias, uma vez implantadas pelos produtores, de forma voluntária, por meio de políticas públicas de incentivo, reforçam a atenção quanto ao monitoramento.

O pesquisador e responsável técnico pela Plataforma de Monitoramento ABC, Celso Manzatto, ressaltou o compromisso assumido pela unidade da Embrapa Meio Ambiente em fornecer suporte administrativo para o adequado funcionamento dessa tecnologia, bem como o apoio logístico para apoiar as realizações de análises físicas e químicas, de geoprocessamento e outras medidas.

Também estiveram na solenidade, autoridades regionais, como o prefeito em exercício de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, o vice-presidente da Câmara de vereadores de Jaguariúna, Ângelo Roberto Torres, além de representantes de instituições parceiras da Embrapa e do Plano ABC.

Cenário ideal

A agenda da agricultura de baixo carbono visa, à medida dos avanços de implantação das técnicas produtivas preconizadas no Plano ABC, reverter o senso comum de que a agricultura é fonte geradora somente de impactos negativos ao meio ambiente.

A plataforma, por possuir um caráter multi-institucional, envolve um conjunto muito amplo de parceiros, como Mapa, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Rede Clima, Ministér io da Ciência, Tecnologia e Inovação, universidades e outros.

“Esse é o cenário ideal para criarmos as condições onde todos possam trabalhar uma estratégia conjunta que, por meio de um monitoramento eficiente do Plano ABC, possamos alcançar o aprimoramento das tecnologias e procedimentos propostos, combinando o uso inteligente da nossa base de recursos naturais com uma produção certificada, que possa alcançar o mundo e acessar os mercados mais exigentes no futuro," reforçou Maurício Lopes.

Fonte: MAPA

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Video: Um Cientista, Uma História - Johanna Döbereiner

A pesquisadora, que está entre as mulheres cientistas brasileiras mais citadas do mundo, descobriu bactérias que ajudam a fixar o nitrogênio na raiz de plantas como soja e cana-de açúcar. Com isso, fez o Brasil economizar cerca de US$ 1 bilhão por ano em adubos químicos e preservar o ambiente. Confira este episódio da série Um cientista, uma história, exibida pelo Canal Futura e produzida em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI).


Canal Futura exibirá a série em animação “Um cientista, uma história”, que conta a biografia de 30 nomes importantes da ciência brasileira. Entre eles, estão Carlos Chagas, o mineiro responsável por identificar os agentes causadores da doença de Chagas, e Veridiana Victoria Rossetti, a primeira mulher formada engenheira agrônoma no Brasil, em 1937, que identificou a bactéria Xylella fastidiosa, responsável pela praga do amarelinho. 

Os vídeos - com duração média de cinco minutos - são exibidos sempre às segundas e quintas-feiras, às 20h, com reprise aos sábados e domingos, às 20h50. Depois disso, poderão ser vistos também na página do Futura na internet. O projeto contou com a parceria do Serviço Social da Indústria (SESI). 

A produção da série contou com a consultoria do professor Ildeu de Castro Moreira, doutor em física com forte atuação na popularização da ciência. “Contar a história da ciência brasileira não é trivial”, revelou durante apresentação do projeto em São Paulo, em agosto. Segundo ele, esse esforço trará impactos positivos no estímulo aos jovens em relação a esses temas, na formação da memória sobre a ciência brasileira e na própria formação cidadã. 

“Com os vídeos, conseguimos mostrar que a ciência é bonita e relevante, que oferece boas carreiras e também contribui para o desenvolvimento do país”, disse. As biografias de todos os cientistas participantes da série têm conexão com o sistema produtivo e a indústria brasileira. 

Na avaliação do diretor de Operações do SESI, Marcos Tadeu, os materiais devem ser utilizados também nas 511 escolas da instituição espalhadas pelo país. “Entramos nesse projeto porque acreditamos que não podemos olhar apenas para dentro da rede SESI. Queremos ser referência de qualidade para o ensino público”, ressalta.

Lista de Cientistas contemplados:

Alberto Santos Dumont (1873-1932) - Ficou mundialmente conhecido depois de voar nos primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Posteriormente decolou no 14Bis. 


Carlos Chagas (1879-1934) - Destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. 


Adolpho Lutz (1855-1940) - Ficou conhecido como o pai da medicina tropical. Primeiro cientista a estudar o mecanismo de transmissão da febre amarela. 


Vital Brazil (1865-1950) - Foi médico, cientista e imunologista que se tornou mundialmente conhecido pela descoberta da especificidade do soro antiofídico, do soro contra picadas de aranha, do soro antitetânico e antidiftérico e do tratamento para picada de escorpião.

Aziz Ab'Sáber (1924-2012) - Formulou conceitos inovadores em geografia e geociência, como uma nova classificação do relevo do país e a Teoria dos Refúgios.

Djalma Guimarães (1894-1973) - Descobridor do nióbio no Brasil, um metal raro, abundante no nosso país, que é importante para a indústria de alta tecnologia. 


Mário Schenberg (1914-1990) - Considerado o maior físico teórico do Brasil, trabalhou em termodinâmica, mecânica quântica, mecânica estatística, relatividade geral, astrofísica e matemática. 


Fernando Lobo Carneiro (1913-2001) - Engenheiro civil especialista em cálculo estrutural. 
Criou um método para calcular a resistência dos concretos, conhecido como Brazilian Test.

Fritz Feigl (1891-1971) - Criador da Análise de Toque, uma técnica simples e eficiente na qual provas analíticas são executadas numa só ou em poucas gotas de soluções sem utilizar instrumentação. 


Johanna Döbereiner (1924-2000) - Pioneira em biologia do solo, com estudos com fixação biológica de nitrogênio em gramíneas. Suas pesquisas foram fundamentais para que o Brasil desenvolvesse o Proálcool. 


Oswaldo Cruz (1872-1917) - Médico, bacteriologista, epidemiologista. Como sanitarista, ajudou a eliminar a varíola e as epidemias de febre amarela.

Cesar Lattes (1924-2005) - Codescobridor do mésonpi, uma partícula subatômica, o que determinou uma reviravolta na física de partículas. 


Veridiana Victoria Rossetti (1917-2010) - Uma das maiores autoridades em fitopatologia no país. Estudou as doenças do citros e identificou a bactéria Xylella fastidiosa, responsável pela praga do amarelinho.

Otto Gottlieb (1920-2011) - Revelou a biodiversidade da flora brasileira e promoveu a fitoquímica no país. Pioneiro na química de óleos essenciais que fazem parte da pauta de exportação de produtos da biodiversidade brasileira.

Álvaro Alberto da Motta e Silva (1889-1976) - Foi inventor de explosivos e tintas antivegetativas polivalentes. Foi fundamental na criação do Programa Nuclear Brasileiro. Criou o CNPq em 1951. 


Maurício Rocha e Silva (1910-1983) - Descobriu a bradicinina, princípio fisiológico importante no controle da pressão arterial.


Crodowaldo Pavan (1919-2009) - Um dos pioneiros da genética no Brasil, ficou conhecido por descrever o fenômeno da amplificação gênica.

Graziela Maciel Barroso (1912-2003) - Naturalista conhecida pelo seu trabalho na sistemática botânica. Em sua homenagem, mais de 25 plantas foram batizadas com o seu nome.

Amadeu Cury (1917-2008) - Teve participação na produção pioneira de penicilina no Brasil, responsável pelas etapas das atividades microbiológicas relacionadas ao processo de produção do antibiótico.

Luiz Fernando Labouriau (1921-1996) - Foi um dos precursores do desenvolvimento da biotecnologia no país. Estudou como as plantas reagem o calor.

Oscar Sala (1922-1910) - Físico nuclear, participou da montagem do primeiro acelerador de partículas do Brasil, na USP.

Ernesto Paterniani (1928-2009) - Um dos maiores especialistas em genética do milho. Fundamental para o estudo sobre o melhoramento genético de plantas. 


Marcos Luiz dos Mares Guia (1935-2002) - Bioquímico, fundou a Biobrás, empresa pioneira na fabricação de insulina no Brasil e foi um dos responsáveis pela descoberta da insulina humana recombinante que passou a ser produzida pela Biobrás. 


Marcello Damy de Souza Santos (1914-2009) - Com a entrada do Brasil na guerra, dirigiu as pesquisas sobre sonar ultrassônico para detecção e localização de submarinos. Seu trabalho foi essencial para evoluir as pesquisas em energia nuclear no Brasil.

Giuseppe Cilento (1923-1994) - Conhecido bioquímico, estudou a atividade química de células cancerígenas. Foi pioneiro nas pesquisas sobre a possibilidade de as plantas realizarem processos fotoquímicos sem a presença de luz, a chamada fotobiologia sem luz.

Joaquim Costa Ribeiro (1906-1960) - Renomado físico, descobriu o efeito termodielétrico, que descreve a solidificação de um isolante na ausência de corrente elétrica.

Paulus A. Pompéia (1911-1993) - Fundou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que está na origem da Embraer.

Ricardo Brentani (1937-2011) - Sua pesquisa no campo da biologia nuclear foi extremamente importante para o avanço de tratamentos para o câncer.

Sergio Porto (1926-1979) - Conhecido pelo seu trabalho pioneiro na Espectroscopia a laser usando o efeito Raman.

Ernesto Giesbrecht (1921-1996) - Fundador da Sociedade Brasileira de Química, desenvolveu novas linhas de pesquisa sobre compostos lantanídeos (terras raras).

domingo, 25 de outubro de 2015

Prosa Rural - Adubação Verde: Fertilização e Proteção do Solo Contra a Erosão

O Programa Prosa Rural é um programa de rádio, com 15 minutos de duração, desenvolvido pela Embrapa com o intuito de oferecer informações e divulgar tecnologias para os agricultores de todas as regiões do Brasil. O prosa rural trouxe agora em outubro um programa dedicado a Adubação Verde. Segue a descrição do programa: Adubação verde é uma prática agrícola que consiste no plantio de espécies capazes de reciclar os nutrientes para tornar o solo mais fértil e consequentemente mais produtivo. Estas espécies são capazes de se associar a bactérias presentes no solo e transformar o nitrogênio do ar em compostos nitrogenados. O adubo verde pode reduzir ou até eliminar o uso de fertilizantes minerais nitrogenados, contribuindo assim para uma maior sustentabilidade da agricultura, garantindo a conservação de recursos naturais. Além da sustentabilidade, o uso de leguminosas como adubos verdes pode significar maior economia para o produtor. Os pesquisadores José Guilherme Marinho Guerra e Ednaldo da Silva Araújo da Embrapa Agrobiologia trazem mais informações sobre o assunto. 

Ouvir o prosa rural sobre adubação verde para a região Sul, clique AQUI
Ouvir o prosa rural sobre adubação verde para as regiões Centro Oeste e Sudeste, clique AQUI

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Site sobre Fixação Biológica de Nitrogênio da Embrapa


Já conhece o site da Embrapa sobre Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)? Ainda não? A Embrapa possui site reunindo informações interessantes sobre a FBN, inoculantes para as culturas da Soja, Feijão, Feijão-Caupí e Milho, e diversas informações relacionadas ao assunto.  Aproveitem!!

Para acessar o site clique AQUI