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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Degradação do solo custa trilhões de dólares ao ano, diz estudo da ONU

A degradação do solo, assim como uma expansão de desertos em partes da África, custa trilhões de dólares na economia mundial por ano e pode conduzir dezenas de milhões de pessoas para fora de casa, de acordo com um estudo da ONU divulgado nesta terça-feira (15).

Mundialmente, cerca de 52% das terras agrícolas já estão danificadas, de acordo com o estudo publicado pelo "The Economics of Land Degradation" (ELD), compilado por 30 grupos de pesquisa ao redor do mundo.

O estudo estimou que a degradação do solo mundialmente custa entre US$ 6,3 trilhões e US$ 10,6 trilhões por ano em perdas de benefícios, como a produção de comida, madeira, medicamentos, água fresca, ciclo de nutrientes ou absorção de gases causadores do efeito estufa.

"Um terço do mundo está vulnerável à degradação do solo; um terço da África está ameaçada pela desertificação", relatou.Tal degradação, incluindo pelo desmatamento de florestas tropicais, poluição e excesso de pastoreio "também pode levar à migração transfronteiriça e, eventualmente, criar conflitos regionais", disse.

O estudo citou uma descoberta da ONU feita em 2012 de que até 50 milhões de pessoas poderiam ser forçadas a buscar novas casas em um década por conta da desertificação.

Fonte: Globo

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca

No fim de julho foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Lei nº 13.153/ 2015 que institui a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A nova política irá promover ações de uso dos recursos naturais e iniciativas produtivas sustentáveis nas áreas suscetíveis à desertificação para evitar a degradação da terra. O texto estabelece princípios e objetivos da política e autoriza o Executivo a criar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). A instância será responsável por programar ações e articular as iniciativas de órgãos federais, estaduais e municipais.

Para o diretor de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello, para evitar a desertificação, são necessárias a implantação de boas práticas de convivência sustentável que possibilitem a conservação de solo nas atividades agropecuárias; o uso correto dos recursos florestais; maior eficiência nos sistemas produtivos que promovam a segurança hídrica, alimentar, energética e que conservem as paisagens. "No caso brasileiro, as secas são fenômenos recorrentes, específicos da região semiárida, fazendo-se necessário um conjunto de ações permanentes para seu enfrentamento”, destacou.

Entre as ações previstas para o poder público estão: promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e o fomento às boas práticas sustentáveis adaptadas às condições ecológicas locais, como na ecoagricultura, no manejo silvipastoril, na agropecuária de baixo carbono, na produção sustentável de carvão vegetal e no manejo extrativista de produtos não madeireiros; mapear e diagnosticar as áreas sujeitas à salinização e à alcalinização dos solos; fomentar a recuperação de solos salinizados e alcalinizados; entre outros.

Fonte: MMA